Transempregos: oportunidades de vagas para travestis, transsexuais e crossdressers


TransEmpregos é o mais antigo projeto de empregabilidade para pessoas transgêneras e que possui o maior banco de dados e currículos deste segmento dentro do país

Os preconceitos sofridos por travestis, transexuais e crossdressers não se limitam à vida pessoal: estendem-se também ao mercado de trabalho. Para ajudar estas pessoas que têm dificuldade em conseguir emprego, foi lançado o site Transempregos, que divulga oportunidades específicas para este público.

Quando falamos de inclusão, poucas iniciativas digitais transcendem o virtual e criam oportunidades reais para as classes menos favorecidas. O Transempregos vem quebrar esse paradigma.

O portal publica vagas divididas entre emprego, estágio e freelance, em empresas comprometidas com a diversidade sexual. Há oportunidades em cargos como recepcionista, assistente de mídias sociais, estagiário de assessoria de imprensa, auxiliar de cozinha, entre outros.

Guia LGBT no Mundo do Trabalho

Afim de estreitar o abismo existente entre públicos minoritários e o mercado de trabalho, foi lançado o guia Promoção dos Direitos Humanos de Pessoas LGBT no Mundo do Trabalho.

Realizado pela Organização das Nações Unidas, o projeto apresenta dez compromisso e desdobramentos que empresas e empregadores podem desenvolver para driblar o preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros. Com um total de 80 páginas, o guia foi elaborado em parceria com a Organização Internacional de Trabalho.

Há vagas de estágio, trabalho temporal ou período integral para auxiliar administrativo, recepcionista, telemarketing, profissional de salão de beleza, etc. Quem é transgênero também pode cadastrar seu currículo e aguardar ser chamado por alguma empresa.

Há muita desinformação de ambos os lados, e todo trabalho de conscientização é válido. Até pelos números — estima-se que 90% das pessoas trans trabalhe com prostituição ou salões de beleza, segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais do Brasil (Antra). E isso é só estimativa mesmo, já que no censo do IBGE não há definições sobre orientação e identidade de gênero.

Lembrando que o Brasil vem adotando medidas para diminuir o preconceito e as barreiras entre o público transsexual e o mercado. Já existe um guia da Promoção dos Direitos Humanos de Pessoas LGBT no Mundo do Trabalho, realizado pela ONU em parceria com a OIT (Organização Internacional do Trabalho). No guia você encontra dez compromisso e desdobramentos que empresas e empregadores podem desenvolver para driblar o preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e transgêneros.

Fontes: Movebla e Catracalivre

https://www.ilo.org/wcmsp5/groups/public/—americas/—ro-lima/—ilo-brasilia/documents/publication/wcms_421256.pdf

Postado por Equipe Limite Zero Em: 11/Fev/2019 / Sem Comentários

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