Piauiense é a primeira negra diplomata no Itamaraty


Luana Alessandra Roeder foi abandonada ao nascer na Maternidade

Luana Alessandra Roeder, 28 anos, foi abandonada ao nascer na Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, e posteriormente foi levada para o Orfanato João Maria de Deus.

Ainda bebê, a agrônoma alemã Reinhild Roeder adotou Luana e a criou entre a praia de Barra Grande, litoral do Piauí, e em Brasília, onde Luana mora atualmente.

Logo no início da adoção, Reinhild notou que a garotinha era dotada de uma inteligência excepcional. Ainda no ensino médio, Luana decidiu que queria seguir a carreira diplomática e cursou Relações Exteriores na Universidade de Brasília – UnB.

Após conseguir toda a documentação e conseguir a doação, Reinhild Roedel levou Luana Alessandra Roeder para a Alemanha. Quando tinha 11 anos de idade, Luana Alessandra acompanhou Reinhild Roedel, que foi trabalhar em Angola (África) com segurança alimentar na assistência aos refugiados internos, e como o país enfrentava uma guerra, a mãe decidiu matricular a filha em um colégio em regime de internato na Namíbia , onde a criança passou a falar fluentemente em inglês, o que a ajudou, agora, na aprovação no concurso do Instituto Rio Branco, já que tinha aprendido alemão no país onde morava e português em Angola.

Após concluir seu trabalho em Angola, Reinhild Roedel voltou para a Alemanha e resolveu, por amor à filha e ao Estado, morar em Teresina, onde Luana Alessandra Roedel encontrou no colégio Lerote, na zona Leste de Teresina, uma direção capaz de aceitar seu histórico escolar vivido em vários países.

Luana Roedel terminou o ensino médio no colégio Lerote e estava determinada a seguir a carreira diplomática. Por isso, Reinhild e Luana foram morar em Brasília. Luana foi aprovada para o curso de Relações Exteriores da Universidade de Brasília.

Após sua formatura, Luana Roedel estudou seis anos seguidos para ser aprovada para a carreira diplomática, uma das mais seletivas do Brasil. Quando estava em seu curso preparatório, Luana Roedel trabalhava pela manhã no Instituto Goethe, ministrando aulas de alemão, e o resto do tempo era dedicado aos estudos para atingir o sonho de ser diplomata.

Poliglota, Luana Roedel escolheu outro idioma para estudar no Instituto Rio Branco, russo

No dia 15 de janeiro, Luana tomou posse no Itamaraty, após aprovação no concurso público do Instituto Rio Branco. Luana é a primeira mulher piauiense – e negra – a conquistar tal façanha.

O Piauí tem outra mulher na carreira diplomática, Maria Dulce Barros, que foi embaixadora do Brasil em Cabo Verde e Costa Rica e atualmente é cônsul geral do Brasil em Portugal.

Fonte: cidadesnanet

Postado por Equipe Limite Zero Em: 27/Jan/2018 / Sem Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *