Brasil conquista o 3º lugar na ‘Copa do Mundo de Física’


Pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC) levaram o Brasil ao pódio no International Physicists’ Tournament (IPT), um torneio mundial de Física

A competição aconteceu entre os dias 1 e 8 de abril, também na Rússia, na capital Moscou. O Brasil ficou dividiu o pódio com a França (2º lugar) e a Suíça (1º lugar).

Os competidores tiveram que resolver as questões propostas pela organização do torneio em diferentes níveis. O estudante de Física André Juan, 20 anos, integrante da equipe, explica melhor pra gente. “Isto é, explicar os fenômenos envolvidos, fazer modelos teóricos, fazer experimentos, etc.”

A edição deste ano contou com 21 equipes, de 20 países (a Rússia competiu com duas esquipes). Como tinham apenas 18 vagas, foi realizada uma pré-seleção e, no final, 16 equipes puderam participar da competição menos badalada do que a Copa do Mundo… de futebol.

A equipe brasileira só conseguiu marcar presença na competição graças a um financiamento coletivo, como na edição do ano passado. Uma realidade triste, mas muito comum nas universidades públicas do Brasil, que pouco investem, ou investem bem menos do que deveriam, nos nossos talentos.

Não houve interesse de empresas em patrociná-los, e a ajuda da UFABC foi em forma do chamado “Auxílio Evento”, que cobriu apenas uma parte do deslocamento até a Rússia.

Chega a ser gritante, e difícil de aceitar, a diferença de investimento público no futebol e na ciência e tecnologia, duas áreas que deveriam ser prioridades do Estado.

O resultado não corresponde ao investimento, longe disso: em campo, o Brasil perdeu de novo; nos laboratórios, apesar dos contratempos, o país conquistou um resultado inédito – é a primeira vez que pesquisadores brasileiros conseguem esse feito!

Futebol é esporte, festa, é diversão, e não faz mal a ninguém! Mas, ciência e tecnologia são necessárias, urgentes, estabelecem as bases para o futuro, e também não fazem mal a ninguém, quer dizer, para algumas pessoas fazem mal, sim: só isso para explicar os cortes de investimento público nessas áreas, que entra ano, sai ano, sempre acontecem, uma porta de saída escancarada para os pesquisadores brasileiros

fonte: maranhaomais

Postado por Equipe Limite Zero Em: 12/Jul/2018 / Sem Comentários

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