A bateria de um homem só: Wilson das neves foi referência do Samba, Jazz, e da Bossa Nova


Com mais de 60 anos de carreira, Wilson das Neves  começou a carreira profissional aos 18 anos e participou de cerca de 800 discos com grandes nomes da música, como Elza Soares, Roberto Carlos e Elis Regina

Um dos bateristas mais atuantes da música brasileira, Wilson Das Neves já acompanhou muitos dos grandes nomes da música brasileira.

Carioca, tocou em conjuntos e orquestras que animavam as gafieiras e todo tipo de bailes nas noites do Rio dos anos cinquenta. Na década seguinte passou pela Rádio Nacional e integrou a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, abandonando-a tempos depois, por preferir tocar música popular, o samba, sendo figura importante da escola de Samba Império Serrano.

Referência no samba, Wilson das Neves foi um dos bateristas mais requisitados do país. Em sua trajetória artística, ele tocou com grandes nomes do MPB, como Elis Regina, Cartola, Caetano Veloso, Emicida, Bnegão  e Nelson Cavaquinho – além de ser baterista da banda de Chico Buarque por 30 anos.

Ele gravou mais de 600 músicas. Fez canções parceria com Chico Buarque (de quem era amigo), Tom Jobim, Sarah Vaughan, Elis Regina, Toots Thielemans, Michel Legrand e Elizete Cardoso. É famoso pela música O Samba É Meu Dom, com Paulo César Pinheiro.

Em 1996, o cantor lançou o disco “O Som Sagrado de Wilson das Neves”, que lhe rendeu o Prêmio da Música Brasileira. Algumas das faixas foram feitas em parceria com Paulo César Pinheiro e Chico Buarque. Em 2010, sua vida e obra foram tema do documentário “O Samba é Meu Dom”, feito pelo cineasta Cristiano Abud.

O instrumentista, cantor e compositor faleceu aos 81 anos, em decorrência de um câncer, em um hospital na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro.

 

Postado por Equipe Limite Zero Em: 29/Ago/2017 / Sem Comentários

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